Arquivo de junho de 2016

Relato de Parto (VBAC) por Rafaela FAV – Parte 2

Postado por admin em 11/jun/2016 - Sem Comentários

Durante a gestação, conversamos muito e elas nos prepararam para o grande momento, obviamente que a teoria nem sempre é como a prática, mas o que nos fez permanecer tranquilos foi a certeza de que estávamos fazendo tudo da forma correta e segura para mim e para Maria.

Na gestação da Alice, eu não cheguei a sentir as famosas contrações e tinha receio de não identificá-las, mas elas definitivamente não passam desapercebidas! Enfim, 5 horas depois da bolsa ter rompido estávamos indo pro hospital. A essa altura do campeonato, o povo todo já tava querendo matar o Tonico porque ainda estávamos em casa, mas parceiro é parceiro e estávamos juntos nessa.

Apesar da dor, que é imensa, eu estava tranquila. Meu único medo quando chegamos ao hospital era a Maria cair no chão, escorregar de dentro de mim, enquanto eu andava até a sala de parto. Eu fui andando por opção, já que ficar sentada era bem pior pra mim. As duas horas seguintes foram intensas, doloridas e cheias de movimentos involuntários. A única coisa que eu fiz foi “obedecer” o meu corpo e a cada contração que vinha eu me via fazendo força de forma totalmente involuntária. A presença do Tonico e das nossas anjas foi essencial para que no curtíssimo, porém reconfortante, intervalo entre as contrações eu ficasse tranquila e retomasse as forças.

Muitas vezes, eu nem processava o que eles estavam falando, mas só de ouvir o som da voz deles eu já me tranquilizava. Em um determinado momento, eu achei que não fosse mais dar conta, mas as anjas e meu maridinho, nervoso, mas firme e forte, não me deixaram desistir e depois disso Maria chegou!

Chegou dentro da banheira e saiu de dentro da água aos berros, pulmãozinho forte! E ainda respeitando tudo o que havíamos conversado sobre o momento do parto, as anjas a colocaram em meu colo, esperaram o cordão umbilical parar de pulsar para depois cortá-lo, fomos juntas para cama, ela ficou comigo e com o Tonico por uma hora após o parto e só então a levaram para o berçário.

Acho que nunca conseguirei descrever tudo o que senti, não me refiro só as dores, mas a tudo. Ter tido a oportunidade de tentar – e conseguir – o parto natural, ser respeitada, ser ouvida e ser cuidada foi uma experiência surreal! No parto da Alice, fui cuidada, mas me privaram da oportunidade de tentar o parto normal sem ter um motivo real.

Anjas, gostaria novamente de agradecer pelo antes, durante e depois do parto! Marido, obrigada por confiar em mim, na minha – que depois se tornou nossa – escolha. Eu te amo infinitamente! Enfim, a intenção é compartilhar minha linda experiência, não estou aqui para levantar bandeira contra ou a favor de nenhum tipo de parto, mas se for da nossa vontade e for seguro para mãe e para o bebê, temos que nos permitir tentar e não cair naquela histórinha de que com cesárea anterior é muito arriscado o parto normal, entre tantas outras que ouvimos por aí!

Relato de parto (VBAC) por Rafaela FAV – Parte 1

Postado por admin em 11/jun/2016 - Sem Comentários

Emocionante relato de parto da corajosa Rafaela, contando detalhes da jornada do seu sonhado VBAC (parto vaginal após cesariana)… uma definitiva mudança de ciclo da vida no primeiro dia do ano 😉

Há 4 meses, passamos pela experiência mais intensa de nossas vidas: o parto da Maria Clara! Obviamente, que o parto da Alice também foi emocionalmente intenso, primeiro filho, a expectativa é absurda, estávamos cheios de medos, dúvidas, ela também adiantou, o povo aqui em casa não gosta de perder tempo, e chegou por meio de uma cesárea. Apesar de hoje eu ter consciência de que talvez a conduta pudesse ter sido outra, acho difícil alguém questionar e ir contra o médico num momento tão importante como esse e isso talvez seja o principal motivo pelo qual os médicos convencem facilmente as mães a optarem pela cesárea eletiva, mas isso não vem ao caso agora. Alice chegou toda linda, loira, quase careca, mas loira, roxinha, calma e a cara do pai.

No caso da Maria Clara, o parto foi intenso em todos os sentidos, tanto emocional quanto fisicamente. A nossa caçula escolheu um dia muito festivo para nascer, um dia tranquilo. Tava todo mundo viajando, avós, avôs e tios, só tia Lets e tio Dilano estavam por aqui. Deixou todo mundo descansar e se recuperar da bebedeira da noite anterior, o pai dela em especial (hahaha!). A bolsa rompeu logo cedo, acordei o marido, liguei para as nossas anjas, Dra. Desireé Encinas, a médica que me passou uma super segurança e tranquilidade, Beatriz Basile Kesselring – a enfermeira fantástica e tranquila e a Lucia Desideri Junqueira, a doula linda, tranquilíssima e muito parceira.

Ouvi todas as orientações e fomos tocar a vida, tomar banho, arrumar a casa, o restante das coisas, acordar a irmã mais velha e comunicar a família e alguns amigos. A primeira pergunta de todo mundo foi “vocês já estão indo pro hospital?” e quando ouviam a resposta: não, ficaremos aqui até as contrações ficarem mais intensas e com intervalos menores, ficavam indignados e bravos. Talvez eu também ficasse se estivesse no lugar deles, mas nós estávamos tranquilos com a escolha que fizemos, seguros e confiantes porque nossas anjas são experientes e muito competentes.

Relato de Parto – RFAV

Postado por admin em 11/jun/2016 - Sem Comentários

Emocionante relato de parto da Querida Rafaela… ela contando sobre a jornada que percorreu na realização do sonho do seu VBAC (parto vaginal após cesariana), marcando definitivamente um novo ciclo de vida, no primeiro dia do ano 😉

Há 4 meses, passamos pela experiência mais intensa de nossas vidas: o parto da Maria Clara! Obviamente, que o parto da Alice também foi emocionalmente intenso, primeiro filho, a expectativa é absurda, estávamos cheios de medos, dúvidas, ela também adiantou, o povo aqui em casa não gosta de perder tempo, e chegou por meio de uma cesárea. Apesar de hoje eu ter consciência de que talvez a conduta pudesse ter sido outra, acho difícil alguém questionar e ir contra o médico num momento tão importante como esse e isso talvez seja o principal motivo pelo qual os médicos convencem facilmente as mães a optarem pela cesárea eletiva, mas isso não vem ao caso agora. Alice chegou toda linda, loira, quase careca, mas loira, roxinha, calma e a cara do pai.

No caso da Maria Clara, o parto foi intenso em todos os sentidos, tanto emocional quanto fisicamente. A nossa caçula escolheu um dia muito festivo para nascer, um dia tranquilo. Tava todo mundo viajando, avós, avôs e tios, só tia Lets e tio Dilano estavam por aqui. Deixou todo mundo descansar e se recuperar da bebedeira da noite anterior, o pai dela em especial (hahaha!).

A bolsa rompeu logo cedo, acordei o marido, liguei para as nossas anjas, Dra. Desireé Encinas, a médica que me passou uma super segurança e tranquilidade, Beatriz Basile Kesselring – a enfermeira fantástica e tranquila e a Lucia Desideri Junqueira, a doula linda, tranquilíssima e muito parceira.

Ouvi todas as orientações e fomos tocar a vida, tomar banho, arrumar a casa, o restante das coisas, acordar a irmã mais velha e comunicar a família e alguns amigos. A primeira pergunta de todo mundo foi “vocês já estão indo pro hospital?” e quando ouviam a resposta: não, ficaremos aqui até as contrações ficarem mais intensas e com intervalos menores, ficavam indignados e bravos. Talvez eu também ficasse se estivesse no lugar deles, mas nós estávamos tranquilos com a escolha que fizemos, seguros e confiantes porque nossas anjas são experientes e muito competentes.

Durante a gestação, conversamos muito e elas nos prepararam para o grande momento, obviamente que a teoria nem sempre é como a prática, mas o que nos fez permanecer tranquilos foi a certeza de que estávamos fazendo tudo da forma correta e segura para mim e para Maria.

Na gestação da Alice, eu não cheguei a sentir as famosas contrações e tinha receio de não identificá-las, mas elas definitivamente não passam desapercebidas! Enfim, 5 horas depois da bolsa ter rompido estávamos indo pro hospital. A essa altura do campeonato, o povo todo já tava querendo matar o Tonico porque ainda estávamos em casa, mas parceiro é parceiro e estávamos juntos nessa.

Apesar da dor, que é imensa, eu estava tranquila. Meu único medo quando chegamos ao hospital era a Maria cair no chão, escorregar de dentro de mim, enquanto eu andava até a sala de parto. Eu fui andando por opção, já que ficar sentada era bem pior pra mim. As duas horas seguintes foram intensas, doloridas e cheias de movimentos involuntários. A única coisa que eu fiz foi “obedecer” o meu corpo e a cada contração que vinha eu me via fazendo força de forma totalmente involuntária. A presença do Tonico e das nossas anjas foi essencial para que no curtíssimo, porém reconfortante, intervalo entre as contrações eu ficasse tranquila e retomasse as forças.

Muitas vezes, eu nem processava o que eles estavam falando, mas só de ouvir o som da voz deles eu já me tranquilizava. Em um determinado momento, eu achei que não fosse mais dar conta, mas as anjas e meu maridinho, nervoso, mas firme e forte, não me deixaram desistir e depois disso Maria chegou!

Chegou dentro da banheira e saiu de dentro da água aos berros, pulmãozinho forte! E ainda respeitando tudo o que havíamos conversado sobre o momento do parto, as anjas a colocaram em meu colo, esperaram o cordão umbilical parar de pulsar para depois cortá-lo, fomos juntas para cama, ela ficou comigo e com o Tonico por uma hora após o parto e só então a levaram para o berçário.

Acho que nunca conseguirei descrever tudo o que senti, não me refiro só as dores, mas a tudo. Ter tido a oportunidade de tentar – e conseguir – o parto natural, ser respeitada, ser ouvida e ser cuidada foi uma experiência surreal! No parto da Alice, fui cuidada, mas me privaram da oportunidade de tentar o parto normal sem ter um motivo real.

Anjas, gostaria novamente de agradecer pelo antes, durante e depois do parto! Marido, obrigada por confiar em mim, na minha – que depois se tornou nossa – escolha. Eu te amo infinitamente! Enfim, a intenção é compartilhar minha linda experiência, não estou aqui para levantar bandeira contra ou a favor de nenhum tipo de parto, mas se for da nossa vontade e for seguro para mãe e para o bebê, temos que nos permitir tentar e não cair naquela histórinha de que com cesárea anterior é muito arriscado o parto normal, entre tantas outras que ouvimos por aí!

Doula – que lugar ela ocupa? Como ajuda?

Postado por admin em 11/jun/2016 - Sem Comentários

Recentemente li um resumo bem legal sobre a função da Doula durante a gestação e o parto; foi publicado e compartilhado no facebook (em 6 de junho) pela Kalu Brum, mas achei que merecia um destaque a mais que um post apagado por vários subsquentes comuns… transcrevo aqui as palavras dela para que você, que ainda não sabe o motivo pelo qual contratar uma doula (ou para você que não entendeu a opção da amiga, filha, nora ou mesmo a indicação do seu obstetra) possa finalmente entender e passar a olhar a Doula como sua grande aliada para alcançar seu sonho de parto 😉
Aqui está:

“A doula não substitui o marido, nem a amiga, nem a mãe. A Doula está lá para você, para amenizar as dores do corpo e quem sabe, da alma. Ela te apontou os caminho, ajudou a escrever os planos de mergulho e falou das condições dos oceanos.

A Doula é sua, só sua. Ela está lá para se molhar debaixo do chuveiro para que você, além da água quente, tenha o acalento de uma massagem. Ela te servirá com seu próprio corpo para que você tenha um alento para descansar sua cabeça entre as contrações.

A doula pensará na temperatura do ambiente, se você está com sede e com fome. Vai usar dos aromas, músicas, olhar e palavras para que você se sinta segura para seu mergulho interior. Cada vez que você voltar para a superfície poderá se nutrir de confiança para ir mais fundo. Poderá olhar nos olhos dela que silenciosa acredita que você conseguirá: um brilho vai iluminar seu caminho, a luz que vem da força de quem acredita na vida.

A Doula não mergulha para você, mas te fala dos reinos abissais. Conta-te sobre as etapas do mergulho. Ajuda para que você se lembre de respirar, que não lute contra as ondas e se entregue as correntezas. Te conta sobre o fundo do oceano, sua beleza e mistérios. Fica ali na superfície, para que você mergulhe e se, na ausência de ar ou coragem, te relembra do que você já sabe. Até que você mergulha nas profundezas e traz consigo dois tesouros: a cria parida e uma nova você que não teme nem os mergulhos e nem os saltos. Você volta gigante e transformada”.

Cada uma vai ter diferentes ferramentas para ajudá-la, mas todas elas possuem o mesmo objetivo, descrito lindamente acima 😉